A tontura é uma sensação de desequilíbrio ou instabilidade, muitas vezes acompanhada por uma sensação de girar ou rodar. Pode ser um sintoma de várias condições médicas e pode variar em intensidade e duração. Existem várias classificações e tipos de tontura, que podem ser agrupados de diferentes maneiras com base em suas causas subjacentes, características clínicas e mecanismos fisiopatológicos. Abaixo, abordaremos alguns dos principais tipos de tontura:
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Vertigem:
A vertigem é um tipo específico de tontura caracterizada pela sensação de que o ambiente ao redor está girando ou se movendo, mesmo quando a pessoa está parada. Ela frequentemente está associada a distúrbios do sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio. A vertigem pode ser classificada em central ou periférica, dependendo se a causa está relacionada ao sistema nervoso central ou ao sistema vestibular periférico, respectivamente. -
Tontura não-vertiginosa:
Este tipo de tontura refere-se a sensações de desequilíbrio, flutuação ou instabilidade sem a sensação de movimento rotatório do ambiente. Pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo distúrbios do sistema visual, musculoesquelético ou neurológico. -
Tontura postural:
A tontura postural ocorre ao mudar de posição, como levantar-se da posição sentada ou deitada. Pode ser devido a alterações na pressão arterial, problemas no sistema vestibular ou outros fatores. -
Tontura induzida pelo movimento:
Este tipo de tontura ocorre em resposta a movimentos específicos, como viajar de carro, barco ou avião. É comumente conhecida como cinetose e é causada por conflitos sensoriais entre o sistema visual, o sistema vestibular e os receptores proprioceptivos. -
Tontura psicogênica:
A tontura psicogênica é aquela que é desencadeada ou agravada por fatores emocionais, como ansiedade, estresse ou transtornos psiquiátricos. Embora não haja uma causa física subjacente identificável, os sintomas são reais e podem ser debilitantes. -
Tontura vascular:
Este tipo de tontura está relacionado a distúrbios do sistema circulatório, como hipotensão ortostática (queda da pressão arterial ao levantar-se), distúrbios da circulação cerebral ou problemas cardíacos. -
Tontura metabólica:
As tonturas metabólicas podem ocorrer devido a desequilíbrios químicos no corpo, como hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), desidratação, distúrbios eletrolíticos ou disfunção da tireoide. -
Tontura relacionada à medicação:
Certos medicamentos podem causar tontura como efeito colateral, especialmente aqueles que afetam o sistema nervoso central, a pressão arterial ou o equilíbrio dos fluidos corporais.
É importante notar que muitas vezes a tontura pode ser multifatorial, envolvendo uma combinação de fatores físicos, emocionais e ambientais. O diagnóstico preciso requer uma avaliação médica abrangente, incluindo história clínica detalhada, exame físico e, às vezes, testes adicionais, como exames de sangue, exames de imagem ou testes vestibulares. O tratamento da tontura varia dependendo da causa subjacente e pode incluir medidas como medicamentos, terapia vestibular, modificação do estilo de vida e tratamento de condições subjacentes, quando apropriado. Em casos de tontura persistente ou grave, é fundamental procurar orientação médica para um diagnóstico e tratamento adequados.
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Claro, vamos aprofundar ainda mais nas diferentes causas e características dos tipos de tontura mencionados anteriormente:
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Vertigem:
- Vertigem periférica: Geralmente é causada por distúrbios no sistema vestibular periférico, como doença de Ménière, neurite vestibular ou vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). Os sintomas podem incluir episódios breves de vertigem intensa, náuseas, vômitos e perda de equilíbrio.
- Vertigem central: Resulta de disfunções no sistema nervoso central, como acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla ou tumores cerebrais. Os sintomas podem ser mais persistentes e podem estar associados a outros sinais neurológicos, como fraqueza muscular, dificuldade na fala ou alterações visuais.
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Tontura não-vertiginosa:
- Pode ser causada por uma variedade de condições, incluindo distúrbios visuais como astigmatismo ou presbiopia, distúrbios musculoesqueléticos como artrite cervical ou neuropatias periféricas.
- Pode estar relacionada a distúrbios neurológicos como a enxaqueca, onde a tontura pode ocorrer como um sintoma acompanhante.
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Tontura postural:
- Muitas vezes está associada a distúrbios do sistema vestibular, como a hipofunção vestibular ou a VPPB.
- Pode ser causada por hipotensão ortostática, que é uma queda súbita na pressão arterial ao levantar-se.
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Tontura induzida pelo movimento:
- Ocorre devido a um desequilíbrio sensorial entre os sistemas visual, vestibular e proprioceptivo.
- Pode ser mais comum em indivíduos suscetíveis, como crianças e pessoas com histórico de enxaqueca.
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Tontura psicogênica:
- Os sintomas podem ser desencadeados por estresse emocional, ansiedade ou transtornos de humor.
- O tratamento geralmente envolve terapia cognitivo-comportamental, técnicas de relaxamento e, às vezes, medicamentos para controlar a ansiedade.
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Tontura vascular:
- Pode ser causada por distúrbios circulatórios, como aterosclerose carotídea, insuficiência cardíaca ou arritmias cardíacas.
- Os sintomas podem incluir sensação de tontura, desmaios, palpitações ou falta de ar.
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Tontura metabólica:
- Resulta de desequilíbrios bioquímicos no corpo, como hipoglicemia, desidratação, desequilíbrios eletrolíticos ou distúrbios endócrinos como hipotireoidismo.
- O tratamento geralmente envolve corrigir a causa subjacente, como ajustes na dieta, reposição de fluidos ou medicação para controlar a condição metabólica.
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Tontura relacionada à medicação:
- Pode ocorrer como efeito colateral de certos medicamentos, incluindo antidepressivos, anti-hipertensivos, sedativos ou antipsicóticos.
- O tratamento envolve muitas vezes a revisão da medicação sob a supervisão de um médico, com possíveis ajustes na dose ou substituição por uma alternativa mais bem tolerada.
É fundamental entender que a tontura pode ser um sintoma complexo e multifatorial, e o tratamento adequado depende da identificação precisa da causa subjacente. Em muitos casos, uma abordagem multidisciplinar envolvendo médicos de várias especialidades, como otorrinolaringologistas, neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos, pode ser necessária para um manejo eficaz da tontura. Além disso, medidas de autocuidado, como evitar gatilhos conhecidos, manter uma dieta saudável, praticar técnicas de relaxamento e garantir uma boa higiene do sono, podem ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos episódios de tontura.

