A era islâmica, ou Hijra, é um sistema de calendário lunar utilizado na maioria dos países de religião muçulmana, marcando o início da migração do profeta Maomé de Meca para Medina. Essa migração, conhecida como Hijra, ocorreu no ano 622 d.C. do calendário gregoriano. A data é considerada o ponto de partida para o calendário islâmico. Consequentemente, o primeiro ano do calendário islâmico, o Ano da Hijra, começou no primeiro dia do mês lunar de Muharram, no ano em que ocorreu a migração do profeta, marcando uma nova fase na história do Islã. É importante observar que o calendário islâmico é um sistema lunar, o que significa que seus meses são baseados nas fases da lua, resultando em um ano islâmico que é mais curto do que o ano solar gregoriano.
“Mais Informações”

Claro, com prazer! O calendário islâmico, também conhecido como calendário lunar islâmico ou Hijri, é um sistema de contagem de anos baseado nos ciclos lunares. Ele difere do calendário solar gregoriano, utilizado internacionalmente para fins civis, em vários aspectos.
O calendário islâmico foi introduzido durante o califado do segundo califa, Umar ibn al-Khattab, em 638-639 d.C., aproximadamente seis anos após a morte do Profeta Maomé. Ele foi desenvolvido como uma alternativa ao calendário juliano, que era predominante na região na época, mas que não era baseado em princípios islâmicos.
O ano do calendário islâmico tem 12 meses lunares, cada um com a duração aproximada de uma lunação, que é o tempo entre duas novas luas consecutivas, totalizando cerca de 29,5 dias. Isso significa que um ano islâmico é cerca de 10 a 12 dias mais curto do que um ano solar.
O primeiro mês do calendário islâmico é Muharram, seguido por Safar, Rabi’ al-Awwal, Rabi’ al-Thani, Jumada al-Awwal, Jumada al-Thani, Rajab, Sha’ban, Ramadan, Shawwal, Dhu al-Qi’dah e Dhu al-Hijjah. Alguns desses meses têm significados especiais para os muçulmanos. Por exemplo, Ramadan é o mês do jejum obrigatório, enquanto Dhu al-Hijjah é o mês do Hajj, a peregrinação anual a Meca.
O primeiro dia do calendário islâmico, 1 Muharram do ano 1 da Hijra, corresponde ao 16 de julho de 622 d.C., no calendário gregoriano. Esta data marca a migração do Profeta Maomé de Meca para Medina, conhecida como Hijra. A Hijra não apenas teve um grande impacto histórico e político, mas também representou um ponto de virada na história do Islã, estabelecendo Medina como o centro emergente da comunidade muçulmana e marcando o início de uma nova era.
O calendário islâmico é usado principalmente para fins religiosos, como determinar as datas dos feriados islâmicos, como Eid al-Fitr (festa que marca o fim do Ramadan) e Eid al-Adha (festa do sacrifício), bem como para eventos religiosos, como o Hajj. Também é utilizado em contextos culturais e administrativos em muitos países de maioria muçulmana.
No entanto, é importante observar que, devido à natureza lunar do calendário islâmico, seus anos não estão sincronizados com as estações do ano no calendário gregoriano. Isso significa que os feriados islâmicos, como o Ramadan e o Hajj, ocorrem em diferentes épocas do ano em relação ao calendário solar, avançando cerca de 10 a 12 dias a cada ano. Essa discrepância requer ajustes regulares para garantir que os eventos islâmicos ocorram nas estações apropriadas, um processo conhecido como intercalação ou “nasi”.
Em resumo, o calendário islâmico, iniciado com a Hijra, é uma parte integral da cultura e tradição islâmicas, fornecendo um sistema de tempo baseado na história e na espiritualidade muçulmana, enquanto também influencia a vida cotidiana e os rituais religiosos dos muçulmanos em todo o mundo.

