BUGATTI EB 110 SS (1992-1995): O Supercarro Exclusivo da Renascença Bugatti
O Bugatti EB 110 SS, produzido entre 1992 e 1995, representa um marco na história da marca Bugatti. Após sua renascença no final da década de 1980, a Bugatti se tornou parte da propriedade do empresário italiano Romano Artioli, que visionou a criação de um superesportivo com a intenção de celebrar os 110 anos do nascimento de Ettore Bugatti. Com o EB 110 SS, a Bugatti conseguiu não apenas reviver a marca, mas também destacar-se no segmento dos carros exóticos com uma engenharia inovadora e desempenho impressionante.
1. A História do Bugatti EB 110 SS
Em setembro de 1991, exatamente 110 anos após o nascimento de Ettore Bugatti, o EB 110 foi lançado na França. Esse modelo marcou a renascença da marca Bugatti sob o comando de Romano Artioli, um empresário italiano com uma paixão profunda por carros de luxo e alta performance. A ideia inicial de Artioli era criar um supercarro que honrasse o legado de Ettore Bugatti, fundindo tradição e inovação.
Em 1992, a Bugatti revelou a versão SS (Super Sport) do EB 110 no Salão de Genebra, proporcionando um incremento significativo em relação ao modelo original. O objetivo era não apenas melhorar o desempenho, mas também destacar a herança esportiva da marca.
2. Design e Estilo do Bugatti EB 110 SS
O EB 110 SS manteve o mesmo estilo característico do EB 110 original, mas trouxe algumas mudanças estéticas sutis que o diferenciavam. A parte frontal do veículo permaneceu semelhante, com o tradicional design da entrada de ar em formato de ferradura. No entanto, as janelas traseiras triangulares foram substituídas por painéis de alumínio com cinco entradas de ar redondas, contribuindo para um visual mais limpo e aerodinâmico.
Na traseira, o SS apresentava um aerofólio ajustável, capaz de gerar maior força descendente em altas velocidades, melhorando a estabilidade em curvas e elevando o desempenho em velocidades extremas.
Internamente, o foco foi na simplicidade e no peso reduzido. O EB 110 SS abandonou os luxos presentes no modelo regular e adotou uma atmosfera mais focada no desempenho. Bancos esportivos em fibra de carbono e cintos de quatro pontos eram obrigatórios, reforçando a vocação do supercarro. O painel de instrumentos foi substituído por uma estrutura de fibra de carbono, enquanto o volante da Momo fornecia um toque adicional de esportividade.
3. Desempenho Sob o Capô do Bugatti EB 110 SS
O coração do EB 110 SS era um motor V12 quad-turbo de 3.5 litros, capaz de produzir 612 PS (603 HP). Em comparação com o EB 110 original, que entregava 552 PS (540 HP), o SS oferecia um aumento de 52 PS (51 HP). Este aumento de potência era crucial para posicionar o EB 110 SS como um verdadeiro supercarro, com desempenho superior em relação aos competidores da época.
O motor era montado em uma chassis de fibra de carbono, garantindo uma excelente relação peso/potência. A transmissão era manual de seis velocidades, o que proporcionava uma conexão direta entre o motorista e o veículo, essencial para os amantes da direção esportiva.
4. Dados Técnicos do Bugatti EB 110 SS
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Motor | 3.5L V12 Quad-Turbo |
| Potência | 612 PS (603 HP) @ 8250 RPM |
| Torque | 637 Nm (470 lb-ft) @ 4000 RPM |
| Transmissão | 6 marchas manuais |
| Velocidade Máxima | 217 mph (349 km/h) |
| Aceleração 0-100 km/h | 3,3 segundos |
| Peso | 1.418 kg (3.126 lbs) |
5. Legado e Importância do EB 110 SS
O Bugatti EB 110 SS foi mais do que um supercarro de alta performance; ele representou a determinação da Bugatti em ressurgir e reafirmar sua posição no mundo dos automóveis exóticos. Além disso, o modelo ajudou a consolidar a reputação da Bugatti como sinônimo de luxo, exclusividade e inovação.
Embora sua produção tenha sido limitada a poucos exemplares, o EB 110 SS tornou-se um dos carros de colecionador mais desejados e reverenciados. O desempenho, o design arrojado e a história por trás de sua criação fazem do Bugatti EB 110 SS um ícone da indústria automobilística.
Hoje, o EB 110 SS é celebrado não apenas como um marco da renascença da Bugatti, mas também como um símbolo de excelência e paixão pela engenharia automotiva.

